Um erro que se repete nas obras do vetor leste da Grande São Paulo é assumir condutividade hidráulica de escritório, ignorando a heterogeneidade dos solos residuais e aterros que marcam Guarulhos. Já acompanhamos casos em que a vazão real nos maciços da região do Cabuçu superou em cinco vezes a estimativa de projeto, comprometendo rebaixamentos e exigindo contenções adicionais. O ensaio de permeabilidade in situ, executado conforme os procedimentos de Lefranc em solo e Lugeon em rocha, elimina essa incerteza. Com o ensaio CPT é possível correlacionar a estratigrafia fina antes de posicionar os trechos de teste, e os limites de Atterberg ajudam a prever o comportamento da fração fina quando submetida a fluxo.
A condutividade hidráulica medida em furo no maciço de Guarulhos frequentemente difere em ordens de grandeza dos valores estimados em laboratório, impactando diretamente o dimensionamento de sistemas de drenagem e rebaixamento.
Escopo do trabalho em Guarulhos

Condições geotécnicas locais em Guarulhos
Em uma escavação profunda na região central de Guarulhos para execução de subsolos, a equipe de obra subestimou a contribuição de um paleocanal arenoso confinado sob camada argilosa superficial. O rebaixamento projetado com base em permeabilidade de laboratório mostrou-se insuficiente, resultando em surgências no fundo da cava e instabilidade temporária do talude. O ensaio Lefranc, executado posteriormente em furos direcionados, revelou condutividade real até dez vezes superior. A partir desse episódio, o monitoramento piezométrico passou a integrar o escopo de investigação, e os parâmetros de fluxo foram recalibrados para a fase de injeção de calda de cimento nos trechos de maior percolação, permitindo concluir a contenção sem novos incidentes.
Nossos serviços
Executamos os ensaios de permeabilidade com unidade móvel equipada para controle de pressão e vazão em tempo real, adaptando o procedimento às condições do maciço encontrado em Guarulhos:
Ensaio Lefranc em solo
Medição da condutividade hidráulica em trechos isolados de solo residual, colúvio ou aterro, com registro contínuo de vazão estabilizada para carga constante ou rebaixamento para carga variável.
Ensaio Lugeon em rocha
Aplicação de cinco patamares de pressão (Pmin → Pmáx → Pmin) em trecho obturado de maciço rochoso, quantificando a absorção em unidades Lugeon para classificação da fraturação hidráulica.
Permeabilidade em furos de sondagem SPT
Aproveitamento de furos de sondagem à percussão para execução de ensaio Lefranc em horizontes previamente identificados durante a cravação do amostrador, otimizando a campanha de investigação.
Relatório hidrogeológico executivo
Documento técnico com perfil de permeabilidade versus profundidade, cálculo de coeficiente k, estimativa de vazão de infiltração e recomendações para rebaixamento ou injeções de tratamento.
Perguntas frequentes
Qual ensaio escolher, Lefranc ou Lugeon, no terreno de Guarulhos?
A escolha depende da litologia encontrada. O ensaio Lefranc aplica-se a solos, alterações de rocha e aterros, predominantes nos vales do Baquirivu e nas cotas intermediárias da cidade. O Lugeon é indicado quando a sondagem atinge rocha sã fraturada, comum nos maciços da Serra da Cantareira, e requer obturador pneumático para isolar o trecho de ensaio.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ?
O investimento para um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Guarulhos parte de aproximadamente $100.000 por trecho ensaiado, valor que pode variar conforme profundidade do furo, número de trechos obturados e necessidade de deslocamento de equipamento específico para rocha.
Como o ensaio Lugeon avalia a fraturação da rocha?
O ensaio aplica cinco estágios de pressão crescente e decrescente enquanto registra a vazão absorvida. O padrão do fluxo (laminar, turbulento, dilatação ou lavagem) indica o comportamento das descontinuidades. Uma unidade Lugeon superior a 5 sugere fraturamento significativo e possível necessidade de tratamento por injeção.
O ensaio pode ser feito no mesmo furo da sondagem SPT?
Sim, é prática corrente em Guarulhos aproveitar furos de sondagem à percussão para executar o Lefranc. Após a identificação dos horizontes de interesse durante a perfuração, o furo é limpo e o trecho é isolado para o ensaio, reduzindo custos de mobilização e prazos da campanha.
Em que fase da obra o ensaio de permeabilidade é mais recomendado?
Idealmente durante a campanha geotécnica complementar, antes do projeto executivo de fundações, contenções ou sistemas de rebaixamento. Em Guarulhos, onde a variabilidade hidrogeológica é alta, postergar esse ensaio para a fase de obra pode inviabilizar soluções previstas e gerar aditivos contratuais significativos.